OUTROS PAÍSES

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Bolívia:

 

·      Na Bolívia, em estudo sobre prostituição infantil, 79% das meninas declarou ter-se tornado prostituta por necessidade econômica, quando em fuga de lares violentos onde eram vítimas de incesto e estupro por parte de parentes masculinos.

 

 

Canadá:

 

·      No Canadá, um estudo de 1984 apontava que 90% das vítimas de violência urbana eram mulheres. Uma em cada quatro mulheres será vítima de abuso sexual em algum momento da vida, metades delas na idade inferior a 17 anos.

·      Em Bangladesh, Canadá, Quênia e Tailândia, mais de 50% dos homicídios cometidos contra mulheres foram perpetrados por membros da família.

 

 

Chile e Nicarágua:

 

·      No Chile, 80% das mulheres afirmaram terem sido vítimas de violência doméstica.

 

·   Com base num levantamento por amostragem de dois grupos de mais de 300 mulheres, de Manágua (Nicarágua) e de Santiago (Chile), constatou-se altos níveis de violência doméstica. Em Santiago, mais de 40% das mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica e em Manágua, mais de 52%. A evidência é mista em relação ao impacto da violência doméstica sobre a probabilidade de que uma mulher trabalhe fora. Em Santiago, mulheres vítimas de maus-tratos são menos propensas a trabalhar fora; em Manágua deu-se o contrário. Não há tal evidência mista no que se refere aos rendimentos. A violência doméstica produz amplos efeitos sobre os rendimentos das mulheres tanto em Santiago quanto em Manágua. Em Santiago, mulheres que sofrem violência física grave recebem apenas 39% do que recebem as que não sofrem; em Manágua, a percentagem é de 57%. Os custos para a economia dos dois países são imensos: todos os tipos de violência doméstica reduzem os ganhos femininos em 1,56 bilhão de dólares no Chile (mais do que 2% do PIB de 1996) e em 29,5 milhões na Nicarágua (cerca de 1,6% do PIB de 1996). Essas perdas são apenas os primeiros efeitos da cascata, porque cada dólar de rendimento perdido produz uma queda posterior no PIB via multiplicadores. A evidência do impacto da violência doméstica sobre a utilização de serviços de saúde pelas mulheres é mista. Na Nicarágua, mulheres vítimas de violência doméstica usam os serviços de saúde cerca de duas vezes mais freqüentemente que as não-vítimas, mas esse efeito não se faz presente no Chile. Finalmente, parece haver uma importante transmissão intergeracional dos efeitos da violência doméstica, pelo menos em Santiago. Crianças de lares onde ocorre violência contra a mulher são significativamente mais propensas a ter problemas disciplinares na escola do que crianças de lares sem violência. Esse efeito, contudo, não ocorreu em Manágua.

 

 

Coréia:

 

·      Na Coréia, mais de dois terços das esposas são golpeadas periodicamente por seus maridos.

 

 

Dinamarca:

 

·      Na Dinamarca, 25% das mulheres apontam a violência como causa de divórcio.

 

 

Estados Unidos:

 

·      Nos Estados Unidos, a agressão doméstica é a principal causa de lesão em mulheres adultas superando índices de acidentes de carro, estupro e assalto combinados. A violência acontece ao menos uma vez em dois terços dos matrimônios. Um em cada oito casais admite ter cometido algum ato de violência que resultou em dano sério. A metade das esposas experimentou alguma forma de violência cometida pelo conjugue durante o matrimônio. A violência física não poupa nem as gestantes: 25% a 62% das mulheres entrevistadas em abrigos relataram casos assim. A polícia afirma que 40% a 60% das chamadas noturnas são fruto de violência doméstica.

 

 

França:

 

·      Na França, 95% das vítimas de violência são mulheres. Em 51% dos casos, esta é cometida pelo marido ou amante.

 

 

Índia:

 

·      Na Índia, oito entre dez mulheres são vítimas de violência, seja agressão doméstica, abusos relacionados ao dote ou assassinato.

 

 

México:

 

·      No México, 95% das mulheres trabalhadoras são vítimas de assédio sexual e se queixam que a impunidade nestes crimes limita a participação da mulher na força de trabalho.

 

 

Nicarágua:

 

·      Na Nicarágua, 44% dos homens admitem ter golpeado as esposas, noivas ou namoradas com freqüência.

 

 

Paquistão:

 

·      No Paquistão, 99% das donas-de-casa e 77% das mulheres trabalhadoras afirmaram ser golpeadas por seus maridos, e assinalaram como tipos de violência cometidos contra elas: assassinato (por espancamento e queimadura, inclusive), golpes, seqüestro, venda de mulheres, assédio sexual e estupro.

 

 

Peru:

 

·      No Peru, 70% de todos os crimes denunciados à polícia têm relação com mulheres espancadas por seus parceiros.

 

 

Tailândia:

 

·      Na Tailândia, pelo menos 50% de todas as mulheres casadas são golpeadas regularmente.

 

 

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FONTES:

 

BUNCH, Charlottte et CARRILLO, Roxanna. Violencia de genero : um problema de desarrollo y derechos humanos. Center for Women´s Global leadership. 1995: New Jersey.

 

MORRISON, Andrew R., ORLANDO, María Beatriz. “Custos Sociais e Econômicos da Violência Doméstica: Chile e Nicarágua”. In: MORRISON, Andrew R.; BIEHL, María Loreto (ed.). A Família Ameaçada: violência doméstica nas Américas. Banco Interamericano de Desenvolvimento / Fundação Getúlio Vargas. 2000