Biodiversidade e restauração ecológica

Realizada na Casa da Ciência, localizada no Museu Paraense Emílio Goeldi, a mesa-redonda “Biodiversidade e Restauração Ecológica” contou com palestrantes do INPE, INPA, ISA, Instituto Mamirauá e Instituto Tecnológico Vale. Na discussão, foram apresentadas metodologias de restauração florestal para áreas degradadas, a importância das redes de coleta de sementes para a ampliação das ações de restauração, além de técnicas de monitoramento de áreas desmatadas e de florestas secundárias na Amazônia. Destacou-se também a relevância do monitoramento da biodiversidade para mensurar o sucesso dos projetos de restauração florestal.
Proteção e Mudança do Clima

A mesa “Garantia dos Territórios Indígenas”, realizada no Círculo dos Povos, abordou os avanços e desafios relacionados à garantia e à demarcação dos territórios indígenas na Amazônia brasileira. Foram discutidas as ameaças representadas pelo Marco Temporal e pelo licenciamento ambiental em terras indígenas, destacando-se que a demarcação, apesar de fundamental, não garante por si só a proteção integral dessas áreas — sendo apenas o primeiro passo. O ponto central levantado pelos palestrantes foi a necessidade de incorporar a demarcação dos territórios indígenas como parte da Política Nacional sobre a Mudança do Clima.
Vulnerabilidades do Bioma Amazônia

O painel “Vulnerabilidades do Bioma Amazônia”, ministrada pelo Dr. Philip Fearnside (INPA), destacou as principais ameaças que incidem sobre a região. Foram abordados temas como a exploração madeireira ilegal, as queimadas, a exploração de petróleo e gás, a proliferação de espécies oportunistas, os efeitos de borda em fragmentos florestais, a expansão da fronteira agrícola e os impactos associados à implantação da BR-319.